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Fechem as cortinas

A artista morreu
Dançou pela última vez
Girou,com a cabeça para traz, gargalhava
No final da festa apenas restavam papéis,
Copos plásticos, alguns bêbados,e eu.

Essas artista me viu deixando o salão
Todas as luzes estavam acesas
e o último bêbado fora recolhido.
Ela correu.
Me pegou pelo ombro
viu quem eu era e me abraçou.
Chorou no meu ombro pelo tempo de duas longas inspiradas
Minhas.

O que havia acontecido?
Ela havia investido.
Queria ser artista
Disse que eu não servia
Era quieto de mais
Olhava de mais

Ela não gostava dos meus olhos
Veja bem,
Justo o lugar mais aberto do corpo.
O melhor caminho para entender qual o sentimento próximo.

Ela um dia foi embora.
Não deixou bilhete,
Apenas foi.

A partir daí eu pensava como seria a vida
O que no palco ela sentia.
Percorri toda sua trajetória
Como uma sombra segui todos os seus passos
E desde a primeira apresentação, até a última
O último a sair fui eu
Sempre estive ali
Sempre estarei.

Meu medo é esse,
Que eu esteja em cada passo teu
Mas tu, nem quando alma virar vai olhar para mim.
Não sou triste assim.
Prefiro pelos menos amar, do que só flutuar,
cheio de ar por aí
Balão em direção ao céu, sem sentido
Que um dia murcha como se nunca tivesse existido

muito amor num único texto,
muito sentimento entre cada linha.
das coisas que poucos sentem, beleza que poucos conhecem, infelizmente.
assim andamos na vida,
voando como folha caida de outono,
pra lá, pra cá, sem caminho,
sem destino, sem que nossa vontade mude.
seguimos um coração que não sabe para onde vai, e no fim, nao deixamos de ser balão, na vida de quem não sabe sentir.

desperdicio, desperdicio meu anjo.
kkk

um dos textos mais belos que tu já escreveu.

agora sim pequeno john john, agora sim.
tu encontrou a perfeição e o equilíbrio das entrelinhas e dos símbolos. digno de um grande artista. agora sim, john john! fico feliz. como da vez que tu escreveu o conto, eu te digo com a mesma empolgação.
tá lindo, lindo.. beijocas

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