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A Elisa sempre quis um amor( e eu...)

Eu sempre tive um amor
Desde que sonhei, antes de conhecer,
Já sabia que um amor me esperava.

Na janela da vida me olhava,
Meu cortejo não era simples galanteio
Não era nada na carne,
Era na alma, era na pura alma do meu bem.

E no dia que o galanteio, não foi mais necessário
Foi como se eu fizesse parte do mundo
Como se todo mundo me desse passagem para ser o cosmos

Ser do cosmos.

Fiquei um tempo.
Chorei por ter perdido uma estrela
Um rio de lágrimas que corria do meu coração,
Inundava a calçada
Percorria paralelo ao cordão,
No bueiro se encontrava
Com qualquer lágrima boba, falsa, sem emoção
Que sofre por vício, pois é cômodo, está bom.

Parei de lacrimejar,
Encontrei uma flor, achei minha mãe,
Passeei com um passarinho amarelo que morava na cidade aqui ao lado.

Mas eu pensava no meu antigo amor,
Aquele do sonho, do antes deste...

Mesmo com pássaros, e mãe,e flores
Minha memória, era iluminada por uma estrela
Que ofuscava qualquer pensamento.

Finalmente parou de chover,
O rio do meu coração secou
Não há mais a nascente da dor
Há apenas o amor,
Meu velho e
Eterno amor.